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SOFTWARE

 

O software é, por definição, um conjunto de um ou mais programas que gerenciam e controlam todo o parque de hardware de forma a permitir o processamento adequado e lógico dos dados inseridos no computador. Um programa é um conjunto de ordens ou instruções escritas de uma forma que o computador entenda e realize sua atividade de maneira correta e lógica.

 

O software pode ser classificado basicamente em dois tipos principais:

  • Software básico – É aquele que tem por finalidade coordenar os trabalhos internos e gerenciar a utilização do equipamento. Nessa categoria são destacados os seguintes softwares básicos:
      • DOS (Disk Operating System) que em português se traduz “Sistema Operacional em Disco”.

Exemplos:

MS-DOS.

      • – OS (Operating System) que em português se traduz “Sistema Operacional”.

Exemplos:

Windows 98, Windows NT, Windows XP, Linux e outros.

  • Software aplicativo – São programas gerados por uma das linguagens de programação e se destinam a atender a uma aplicação, para determinada necessidade, seja ela genérica (como o caso das planilhas), seja ela específica (um programa de controle de almoxarifado, por exemplo).

Os aplicativos, geralmente se enquadram em uma das áreas de demanda de interesse dos usuários, entre as mais comuns:

  • edição e processamento de textos;
  • destinados as comunicações;
  • trabalhos com usos de planilhas eletrônicas;
  • tarefas que fazem o uso de banco de dados;
  • trabalhos com aplicações gráficas.

De todos os apresentados acima, há uma variedade de softwares aplicativos, permitindo, assim, ao usuário, escolher o que atenda melhor aos seus objetivos e metas.

 

O SISTEMA OPERACIONAL MS-DOS

 

Quando entrou no mercado de computadores, na década de 80, a IBM optou pela criação de um novo sistema operacional para seus computadores que iriam chegar ao mercado. Como não estava interessada em desenvolver, por si mesma, este sistema operacional, a IBM, após uma fracassada tentativa com a empresa que havia desenvolvido o CP/M ( Control Program for Microcomputer ) – a Digital Research, contratou uma empresa de software para desenvolvê-lo, nada mais nada menos que a Microsoft.

 

A Microsoft desenvolveu o sistema operacional, denominado DOS (Disk Operation System) – sistema operacional monousuário/mono-tarefa. Desde então, a IBM segue vendendo milhares de computadores. Cada computador inclui uma cópia do DOS e a Microsoft recebe royalt por cada cópia vendida. Até meados de 1996 o DOS era o Sistema Operacional mais usado nos computadores modernos.

 

Apesar de normalmente ser referido apenas como DOS, na verdade há duas espécies: o PC-DOS e MS-DOS. O PC-DOS é a versão vendida com os computadores verdadeiramente IBM, enquanto que o MS-DOS é aquela versão utilizada por praticamente todos os computadores compatíveis. Entretanto, estes dois sistemas operacionais são essencialmente idênticos, apenas a versão 6 possui algumas diferenças de utilitários extras.

 

VERSÕES DO DOS

 

As muitas versões do DOS foram desenvolvidas em função do aperfeiçoamento dos PCs no que diz respeito à potência e sofisticação. A versão é reconhecida pela sua numeração, por exemplo: DOS 6.0.

 

A tabela a seguir resume a evolução do DOS:

 

ANO VERSÃO DO DOS RECURSOS
1981 1.X Somente o sistema operacional dos computadores IBM
1983 2.X Primeira versão capaz de utilizar o disco rígido (HD)
1984 3.X Versão capaz de tirar proveito da classe de computadores novos e mais rápidos, IBM, AT, baseados no processador 80286.
1988 4.X Primeira interface gráfica para o DOS
1991 5.X Interface gráfica aperfeiçoada, melhor utilização dos processadores avançados 80386 e 80486.
1993 6.X Inclui gerenciamento de memória e vários utilitários como parte do pacote

 

O “.x” depois do número da versão representa todas as subversões contidas na versão, por exemplo: DOS versão 6.2 / 6.20 / 6.21

 

O sistema DOS evolui de interface texto para interface gráfica. A interface, cuja tela é representada somente pelo prompt de comando C:>, foi a interface utilizada pelo DOS versão 3 e anteriores. O DOS 4,5 e 6 oferece uma interface gráfica opcional, através de seu utilitário chamado DOSShel, que, a maneira de utilização do Windows, agiliza e muito o trabalho do usuário em praticidade de operações.

 

CARGA DO MS-DOS

 

A carga ou carregamento do sistema operacional é denominada de BOOT e pode ser efetuada de duas maneiras:

  1. pelo disco rígido
  2. pelo disco flexível ou unidade de CD-Rom

O BOOT efetuado pelo disco rígido pressupõe que este tenha sido formatado com o sistema operacional (S.O.). Caso contrário, o BOOT somente poderá ser efetuado pelo disco flexível ou por unidade de CD. O disco flexível é colocado na unidade A: ou D: este geralmente usado pela unidade de CD. Para dar o BOOT pelo disco flexível é necessário colocar um disquete que contenha o sistema operacional no drive A: e, uma vez encontrado, a inicialização será efetivada seguindo o conteúdo dos arquivos Autoexec.bat e Config.sys.

 

Para efetuar o BOOT pelo disco rígido (HD), retire os disquetes dos drivers e ligue ou resete o computador. O processo será gerenciando pelos arquivos de BOOT do disco rígido.

 

Para que o MS-DOS funcione, existem alguns arquivos gerenciadores, conhecidos por “arquivos do sistema”. Um dos principais é COMMAND.COM, que tem as seguintes funções:

  • fazer com que o sistema operacional (S.O.) possa inicializar ou “carregar” o computador, deixando o mesmo pronto para ser usado pelo usuário.
  • fazer a interpretação de tudo o que é digitado pelo usuário para o sistema;
  • emitir mensagens ao usuário, sejam explicativas, informativas, interrogativas ou, ainda, mensagem de erro quando ocorrer algum, para que o usuário tome as providências e decisões necessárias;

Se o arquivo COMMAND.COM for apagado o computador pode não ser inicializado, por tanto, o mesmo não pode ser deletado, caso contrário o computador poderá ser danificado em sua estrutura de software básico e funcionamento.

 

ORGANIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES

 

Os dados manipulados pelo MS-DOS são guardados em arquivos, diretórios e unidades.

  • ARQUIVO

A forma de o computador guardar os dados e programas nos discos é através de arquivos. Podem ser dados de trabalho diário, como documentos de processadores de texto (Word, Wordstar), ou dados de uma planilha eletrônica (Lótus, Excel, etc.) ou pode ser informações de um banco de dados (Access, Oracle, etc.).

 

Há diferenças entre arquivos de dados e arquivos de programas. Basicamente, os arquivos de dados possuem conteúdos variáveis, de acordo com a introdução de dados por parte do usuário, e os nomes dados a estes arquivos são de escolha do próprio, da forma como ele quiser reconhecer o arquivo criado. Já os arquivos tipo programas recebem os seus nomes fornecidos pelos fabricantes dos softwares, e seus respectivos conteúdos não podem ser alterados pelo usuário.

 

Alguns exemplos de arquivos de usuários: Aula.doc, Nomes.txt, resultado.xls, empresa.mdb, etc.

 

Alguns exemplos de arquivos de fornecedores de software: Lotus.com, Excel.exe, Win.ini, etc.

 

  • DIRETÓRIOS E SUBDIRETÓRIOS

O armazenamento de grupos de arquivos em diferentes diretórios facilita e muito a localização de arquivos e também melhora o gerenciamento de dados. Por exemplo: todos os arquivos do MS-DOS são armazenados em um diretório de nome DOS. Diretório é o lugar criado pelo usuário para guardar os arquivos.

 

Sua finalidade é facilitar e simplificar o armazenamento de informações pelo agrupamento das informações (ARQUIVOS) correlatas. Assim, por exemplo, é possível criar diretórios com o nome de TEXTO e/ou PLANILHAS e nele será armazenado todos os arquivos de texto que é editado com qualquer processador de texto ou processadores de planilhas existentes e, então, guarda-los nos locais respectivos. Para compreensão lógica do funcionamento do sistema de diretórios, compare o disco rígido como um arquivo de aço com várias gavetas onde cada gaveta representa um diretório e cada pasta da gaveta um arquivo de dados. Desta forma, a localização de uma pasta ou arquivo fica facilitada por estarem corretamente gerenciada no sistema de diretório, pois sabendo onde se encontra o arquivo necessário para o trabalho tudo fica transparente e ágil.

 

O diretório que contêm todos os outros é chamado de DIRETÓRIO PRINCIPAL ou RAIZ, os outros são chamados de SUBDIRETÓRIOS ou Diretórios de primeiro nível.

 

DIRETÓRIO PRINCIPAL OU RAIZ – É o único diretório da árvore diretora. É representado por uma barra invertida () comumente chamada de C: no sistema Windows. Nele se encontram os arquivos de sistema e inicialização, que são elementares para o funcionamento da máquina (Command.Com, Autoexec.bat, Config.sys, etc.).

 

SUBDIRETÓRIOS – É um conceito utilizado para relacionar um diretório com o outro. Um diretório contido em outro é denominado SUBDIRETÓRIO ou diretório de nível N, sendo que N pode ser 01 a 08. Ex.: o diretório Windows contém o subdiretório System.

  • UNIDADES DE DISCO

Estão associadas ao disco rígido (HD) e flexível (disquetes). A primeira unidade de um sistema de microcomputador é chamada de unidade “A:”. Se o computador possuir duas unidades, a segunda será chamada de unidade “B:” e o disco rígido (HD) é denominado unidade “C:”.

 

Um computador pode ter mais de um disco rígido e pode ter também discos CD-Rom. Com o uso de redes locais (network), o usuário pode enxergar mais discos de seu terminal, mesmo não os vendo fisicamente em seu equipamento.

  • CAMINHOS PARA ESPECIFICAR A LOCALIZAÇÃO DE ARQUIVOS

Caminho é um percurso que conduz desde o diretório principal de uma unidade até o arquivo que se deseja usar.

 

Ao navegar em uma árvore de diretório em busca de um arquivo, é utilizado um caminho.

 

Esse caminho pode ser representado, graficamente, da seguinte forma:

 

Suponha que é necessário encontrar o arquivo texto.doc, feito no editor de textos do word. O caminho seria especificado da seguinte maneira no sistema Windows C:WINDOWStexto.doc.

NOMEANDO ARQUIVOS – Qualquer arquivo e diretório, exceto o diretório principal de cada unidade, devem possuir um nome, porém o MS-DOS tem algumas regras para a criação desses nomes, como por exemplo:

 

– no máximo oito caracteres para cada nome, independente se maiúscula ou minúscula;

– não são aceitas as inserções dos seguintes caracteres especiais: Sublinhado (_), acento circunflexo (^), cifrão ($), til (~), ponto de exclamação (!), sinal numérico (#), sinal de porcentagem (%), “E” comercial (&), hífen (-), entre chaves {}, arroba (@), aspas simples (“), apostrofe (‘) e parênteses (). Nenhum outro caractere especial é aceitável. Não podem conter espaços, vírgulas, barras invertidas ou pontos (exceto o ponto que separa o nome da extensão).

– não podem ser idênticos a outro nome de arquivo ou subdiretório do mesmo diretório.

  • AJUDA NO MS-DOS

Caso o usuário esteja com dúvidas na sintaxe de algum comando, o MS-DOS oferece dois tipos de ajuda, o HELP e o /?, por exemplo:

 

C:>HELP DIR <enter> ou C:>DIR/? <ENTER>

 

Ao efetuar as instruções descritas acima na linha de comando, o MS-DOS dará como resultado uma explicação completa sobre o comando DIR.

Fonte: http://www.juliobattisti.com.br/artigos/infoconc/informaticaconcursos003.asp

   

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