Home Matérias / Concurso Certificações DicasLPI: Trabalhar na linha de comando II


Introdução

O Linux possui um vasto número de comandos disponíveis agilizando bastante a administração do sistema. Um dentre seus inúmeros recursos é a utilização da tecla [TAB].  Após digitar as letras iniciais de um comando ou caminho de um diretório, a tecla [TAB] completa a linha de comando ou respectivo caminho.

Porém, todos os comandos e arquivos de configuração no Linux são acompanhados por um manual, sendo acessível a todos usuários, através do comando man que demonstra todos os “detalhes” que envolve um comando ou arquivo de configuração.

Exemplo, para ver detalhes do comando cp:

# man cp

Ou de um arquivo de configuração:

# man sysctl.conf

O comando info

Uma alternativa ao comando man seria o comando info. Uma fonte bem interessante de consulta desenvolvida pelo projeto GNU.

# info cp

Arquivo de configuração:

# info sysctl.conf

Utilizando o comando Apropos e Whatis

O comando Apropos procura por programas e comandos através da descrição. É útil quando se precisa fazer alguma coisa e não se sabe qual comando usar. Ele faz sua pesquisa nas páginas de manual existentes e lista de comandos que atendam a consulta.

# apropos user

Entretanto, uma maneira de identificar os manuais de referência para certos comandos é interessante utilizar o comando Whatis. O banco de dados do comando Whatis armazena a seção de nome dos manuais do sistema.

# whatis cp

Utilizando as páginas do manual

As páginas de manual acompanham quase todos os programas GNU/Linux. Elas trazem uma descrição básica de comandos e detalhes sobre o funcionamento de suas opções.  As páginas de manual são visualizadas na forma de texto único, com rolagem vertical e apresenta também parâmetros usados em alguns arquivos de configuração.

Os documentos do manual são divididos em sessões de acordo com o assunto abordado, sendo divididas de 1 a 9, conforme abaixo:

  1. Programa executáveis ou comandos do shell;
  2. Chamadas do Sistema (funções fornecidas pelo kernel);
  3. Chamadas de biblioteca (funçẽos fornecidas pelas bibliotecas);
  4. Arquivos especiais, especialmente aqueles localizados em /dev;
  5. Formatos de arquivos e convenções;
  6. Jogos;
  7. Pacotes macro;
  8. Comandos administrativos;
  9. Rotinas do kernel.

Cada página do manual é dividida em partes:

NAME: Nome do item procurado com uma descrição curta;

SYNOPSIS: Descrição sumária das funcionalidades;

OPTIONS: Descrição de cada opção e argumento possíveis;

FILES: Uma lista de arquivos importantes relacionados ao item;

SEE ALSO: Lista de itens relacionados ao objeto procurado;

BUGS: Descrição de possíveis problemas com o item;

AUTHOR: Lista de pessoas responsáveis pelo item.

Com isso, chegamos ao final desta saga, devendo ressaltar: Somente com a prática adquirimos o conhecimento estudado.

Fonte: http://imasters.com.br/gerencia-de-ti/certificacoes/dicaslpi-trabalhar-na-linha-de-comando-parte-04/

   

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