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As relações entre cidade e campo

A produção agrícola é obtida em condições bem diversificadas no mundo. Os países desenvolvidos e industrializados interferiram a produção agrícola por modernizar as técnicas empregadas, utilizando cada vez menos mão-de-obra. Nos países subdesenvolvidos, foram principalmente as regiões agrícolas que abastecem o mercado externo que passaram por modernização na técnica de cultivo e colheita. Mas, houve o êxodo rural acelerado, que contribuiu para o aumento nas periferias das grandes cidades.

O planeta apresenta países e regiões onde os sistemas de transporte e comunicações estão plenamente materializados em redes ou sistemas de transportes que lhes permite parte para uma política agrícola e industrial de especialização produtiva. As regiões ricas e modernizadas produzem apenas o que lhe é mais conveniente, garantindo maiores taxas de lucros, e buscam em outras regiões o que não produzem internamente. Essa realidade intensificou o comercio mundial. Mas, por outro lado, as regiões tecnicamente atrasadas se vêem obrigadas a consumir basicamente o que produzem e são bem sensíveis aos rigorosos impostos pelas condições naturais.

Nos países em que predominam o trabalho agrícola, utilizando mão-de-obra urbana e rural, o Estado assume importância fundamental no combate a fome.

As políticas modernas de reforma agrária visam a integração dos trabalhadores agrícolas e dos pequenos e médios proprietários nas modernas técnicas de produção. Trata-se de reformas a estrutura fundiária e as relações de trabalho, buscando o estabelecimento de prioridades na produção.

Existe atualmente, uma tendência a entrada do capital agroindustrial no campo, tanto nos setores voltados ao mercado externo quanto ao mercado interno. Assim, a produção agrícola tradicional tende a se especializar para produzir a matéria-prima utilizada pela agroindústria.

Já é passado o tempo em que a economia rural comandava as atividades urbanas. O que se verifica hoje, é a subordinação do campo a cidade, uma dependência cada vez maior das atividades agrícolas as maquinas, agrotóxicas e tecnológica.

 

Os sistemas agrícolas

Os sistemas agrícolas podem ser classificados como intensivos ou extensivos. Essa classificação está ao grau de capitalização e ao índice de produtividade. As propriedades que, através da utilização de modernas técnicas de preparo do solo, cultivo e colheita, apresentam altos índices de produtividades e conseguem explorar a terra por um bom período, praticam agricultura intensiva. Já as propriedades que utilizam a agricultura tradicional, apresentando baixos índices de produtividade, praticam a agricultura extensiva.

 

A agricultura itinerante

Esse tipo de sistema agrícola é aplicado em regiões onde a agricultura é descapitalizada. A produção é obtida em pequenas e medias propriedades ou em parcelas de grande latifúndio, com utilizações de mão-de-obra familiar e técnicas tradicionais. Por falta de recursos, não há preocupação com a conservação do solo, as sementes são de qualidade inferior e não há investimentos em fertilizantes, por isso, a rentabilidade e, as produções são baixas. Depois de alguns anos de cultivo, há uma diminuição da fertilidade natural do solo. Quando percebem que o rendimento está diminuindo, a família desmata uma área próxima e pratica queimada para acelerar o plantio, dando inicio a degradação acelerada de uma nova área, que em breve também será abandonada. Daí o nome da agricultura itinerante.

Em algumas regiões do planeta, a agricultura de subsistência, itinerante e roça, está voltadas as necessidades de consumo alimentar dos próprios agricultores. Tal realidade ainda existe em boa parte dos países africanos, em regiões do Sul e Sudeste Asiáticos e na América Latina, mas tem prevalecido hoje é uma agricultura de subsistência voltada ao comercio urbano.

O agricultor e sua família cultivam um produto que será vendido na cidade mais próxima, mas o dinheiro que recebem só será suficiente para garantir a subsistência de cultivo e aumentar a produtividade.

Esse tipo de agricultura é comum em áreas distantes dos centros urbanos, onde a terra é mais barata; predominam as pequenas propriedades, cultivadas em parceria.

 

Agricultura de jardinagem

Essa expressão tem origem no Sul e no Sudeste da Ásia, onde há uma enorme produção de arroz em planícies inundáveis, com a utilização de mão-de-obra.

Tal como a agricultura de subsistência, esse sistema é praticado em pequenas e medias propriedades cultivadas pelo dono da terra e sua família. A diferença é que nelas se obtém alta produtividade, através do selecionamento de sementes, da utilização de fertilizantes e de técnicas de preservação do solo que permitem a fixação da família na propriedade por tempo indeterminado. Em países como as Filipinas, a Tailândia, devido a elevada densidade demográfica, as famílias obtém áreas muitas vezes inferiores a um hectare e as condições de vida são bem precárias.

Em países em que fizeram reforma agrária, Japão e Taiwan, após a comercialização da produção e a realização de investimentos para a nova safra, há um excedente de capital que permite melhor, a cada ano, as condições de trabalho e a qualidade de vida da família. Na China, desde que foram extintas as comunas populares, houve um significativo aumento da produtividade. Devido a grande população, o excedente a modernização da produção agrícola foi substituída pela utilização de enormes contingentes de mão-de-obra. Em algumas províncias, porém, está havendo um processo de modernização, impulsionando pela expansão de propriedades particulares e da capitalização proporcionada pela abertura econômica a parti de 1978. Sua produção é essencialmente voltada para abastecer o mercado interno.

 

As empresas agrícolas

São as responsáveis pelo desenvolvimento do sistema agrícola dos países desenvolvidos. Nesses sistemas, a produção é obtida em medias e grandes propriedades altamente capitalizadas. A produtividade é bem alta devido ao selecionamento de sementes, uso intensivo de fertilizantes, elevado de mecanização no preparo do solo, no plantio e na colheita, utilização de silos de armazenagem, sistemático de todas as etapas da produção e comercialização por técnicas.     Funciona como uma empresa e sua produção são voltadas ao abastecimento tanto do mercado interno como o externo. Nas regiões onde se implantou esse sistema agrícola, há uma tendência a concentração de terras.

 

Plantation

É a propriedade monocultura, com produção de gêneros tropicais, voltadas para a exportação. Esse sistema agrícola foi amplamente utilizado durante a colonização européia na América.

Na atualidade, esse sistema persiste em várias regiões do mundo subdesenvolvido, utilizando, além de mão-de-obra assalariada, trabalho semi-escravo ou escravo, que não envolve pagamento de salário. Trabalha em troca de moradia e alimentação. No Brasil, encontramos plantation em várias partes de territórios, com destaque para as áreas onde se cultivam café e cana-de-açúcar.

Próximo das platations sempre se instalam pequenas e medias propriedades policulturas, cuja produção alimentar abastecer os centros urbanos próximos.

 

Cinturão Verde e Bacias leiteiras

Ao redor dos centros urbanos, pratica a agricultura e pecuária intensiva para atender as necessidades de consumo da população local. Nessas áreas, produzem-se hortifrutigranjeiros e cria-se gado para a produção de leite e laticínios em pequenas e medias propriedades, com predomínio da utilização de mão-de-obra familiar. Após a comercialização da produção, o excedente obtido é aplicado na modernização das técnicas.

 

A agropecuária em países desenvolvidos

A agricultura e a pecuária, no geral, são praticados de forma intensiva, com grande utilização de agrotóxicos, fertilizantes, técnicas aprimoradas de correção e conservação dos solos e elevados índices de mecanização agrícola. Por isso, a mão-de-obra no setor primária da economia é bem pequena.

Nesses países, além do enorme índice de produtividade, obtém-se um enorme volume de produção que abastece o mercado interno e é responsável por grande parcela do volume de produtos agropecuárias que circulam o mercado mundial. Uma quebra na safra de qualquer produto cultivado nos Estados Unidos ou na Europa tem reflexos imediatos no comércios mundial e na  cotação dos produtos agrícolas.

 

Agropecuária em países subdesenvolvidos

Tanto nos países subdesenvolvidos cuja base da economia é rural , como nas regiões pobres dos países subdesenvolvidos que se industrializaram, há um amplo predomínio da agricultura de subsistência, que ocupa os piores solos, e do sistema de plantation, área de solos melhores. Essa situação é uma herança histórica do período em que esses países foram colônias.

O setor primário constitui a base da economia nesses países. O percentual da população economicamente ativa que trabalha no setor primário é sempre superior a 25%, ou até muito mais, como a Etiópia, 77% da população ativa é agrícola. É comum vigorar uma política agrícola que priorize a produção voltada ao abastecimento do mercado externo, mais lucrativo.

 

Exercício

1) Caracterize a agricultura intensiva.

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2) Caracterize a agricultura extensiva.

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3) Como é classificada a forma de agricultura nos países desenvolvidos, trazendo quais resultados?

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Gabarito

1) A agricultura intensiva se aplica as propriedades que utilizam modernas técnicas de preparo do solo, cultivo e colheita, apresentando elevados índices de produtividade e conseguem explorar a terra por um longo período de tempo.

2) As propriedades que utilizam da agricultura tradicional, como aplicação de técnicas rudimentares, apresentando baixo índice de produtividade e exploração da terra, praticam a agricultura extensiva.

3) Tanto a agricultura como a pecuária são praticadas de forma intensiva, com grande utilização de agrotóxicos, fertilizantes, aplicação da biotecnologia e elevados índices de mecanização agrícola. Nesses países se apresentam elevados índices de produtividade, tanto para abastecer o mercado interno como o mercado mundial.

   

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