Apoiada nos alicerces de duas GPUs Kepler, a Nvidia afirma que a GTX 690 é a placa de vídeo mais potente já lançada. Desembarcando no Brasil no final de 2012, ainda não há ainda um modelo mais avançado. Matematicamente, e também financeiramente, parece não haver mesmo necessidade de uma atualização (por enquanto).

As estrelas desse equipamento são as duas unidades de processamento GK104, a mesma que equipa a GTX 680. É dessa soma que a GTX 690 reúne 3.072 processadores gráficos CUDA, com um clock de 915 MHz e que pode chegar a 1.019 MHz com o GPU Boost (overclock). A memória GDDR5, com interface em 256 bit, é de 4 GB e conta com clock de 6 GHz.

Essa exuberância matemática se traduz em uma força capaz de rodar os jogos mais pesados do mercado com as melhores opções gráficas. Não é exagero afirmar que essa placa diz adeus de vez à baixa taxa de quadros por segundo.

Assim como na GTX 680, o modelo mais avançado também traz dois modos de anti-aliasing. O primeiro é o FXAA, que promete melhorar a suavidade das linhas com um impacto mínimo no desempenho. O outro é o TXAA, que combina um filtro de tempo e pós-processamento para aumentar a fidelidade da imagem. A sincronia vertical adaptativa (adaptive vertical sync) e o Nvidia Surround (até quatro monitores) também foram incluídos no pacote.

 

Ambiente de teste

Para testar a GTX 690 utilizamos um desktop com arquitetura Intel. O processador é um Core i7-3960X, de 3,3 GHz, a placa-mãe é uma ASUS Rampage IV Formula e, para completar, a memória RAM de 16 GB, um HD de 1 TB e dois SSDs de 256 GB.

Nos softwares de benchmark, a placa confirmou sua força. No 3D Mark 11 ela atingiu 5.955 pontos. No Heaven Benchmark v3.0, a taxa atingida foi de 85,3 quadros por segundo. No PC Mark 7, que avalia o desempenho geral da máquina, a pontuação foi 5.383.

Nos games, o resultado também impressionou. No Crysis, a taxa de quadros média registrada foi de 61 fps, no Crysis 2 ela sobe para 131 fps e se fixa em 60 fps no Metro 2033. Em todos os casos os games rodaram com todas as opções gráficas no máximo.

 

Considerações

A GTX 690 consome bastante energia. O mínimo exigido é uma fonte de mais de 650 W, dois conectores de 8 pinos e o espaço de dois slots no gabinete. O preço praticado no Brasil é muito impeditivo, já que na maioria dos casos, a GTX 690 oferece mais desempenho do que o necessário. Na prática, ela é indicada para quem abusa com monitores de alta resolução e não quer ficar desatualizado nos próximos dois anos.

 

Fonte: http://info.abril.com.br/reviews/placas-de-video/geforce-gtx-690.shtml

   
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