Abes assina carta de intenções para criar ‘China Desk’ no Brasil

Rodolfo Fücher, vice-presidente do conselho da Abes, e Feng Bo, representante da ZGC International, posam ao centro da imagem enquanto seguram juntos uma carta de intenções assinada para a criação do ‘China Desk’ no Brasil. Ambos usam ternos formais; Fücher veste gravata laranja e óculos, enquanto Feng Bo tem crachá vermelho preso ao paletó. Ao fundo, há um painel azul com linhas curvas em tons de azul e roxo, com parte do texto “New Q…” visível, indicando o ambiente de uma conferência ou evento formal.

A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e a divisão internacional do grupo chinês ZGC assinaram, durante o ZGC Forum 2025, em Pequim, uma carta de intenções cujo objetivo é aproximar empresas de tecnologia do Brasil e da China. O acordo foi assinado por Feng Bo, representante no Brasil da ZGC International, e por Rodolfo Fücher, vice-presidente do conselho da Abes.

A carta de intenções busca criar um “China Desk” no Brasil, que irá funcionar como plataforma permanente para facilitar conexões comerciais, identificar oportunidades de colaboração e apoiar a internacionalização de empresas brasileiras e chinesas. A ideia é apoiar joint ventures e projetos colaborativos, orientar empresas chinesas interessadas no mercado brasileiro e brasileiras a acessar o ecossistema tecnológico chinês.

As partes se comprometeram a formalizar os detalhes operacionais da parceria nos próximos 90 dias.

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“Essa parceria pode abrir portas valiosas para o setor brasileiro de tecnologia, promovendo inovação, troca de experiências e possíveis investimentos em projetos conjuntos”, diz em comunicado Rodolfo Fücher.

O ZGC Group é um dos responsáveis pela gestão do parque tecnológico de Zhongguancun, e opera orçamento anual superior a 10 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 1,4 bilhão) para iniciativas em pesquisa e desenvolvimento, internacionalização de startups, incubação de empresas e apoio a políticas públicas de ciência e tecnologia. O grupo faz a articulação entre governo, academia e setor privado, e tem atuação também fora da China.

Também administra um fundo de investimentos e realiza feiras de tecnologia cujo maior objetivo é posicionar a China como ator importante no mercado global de inovação e tecnologia.

“Esta cooperação representa uma ponte concreta para estimular a troca de experiências, promover investimentos bilaterais e impulsionar o crescimento de startups e empresas inovadoras nos dois países”, explica no mesmo comunicado Feng Bo.

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