Caixa acelera digitalização e busca ampliar conexão com clientes

Rodrigo Takahashi, vice-presidente Agente Operador, e Pedro Pedrosa, diretor de Soluções de TI da Caixa

A Caixa Econômica Federal intensifica seus esforços de transformação digital, consolidando serviços e ampliando o alcance de sua infraestrutura tecnológica. O banco, que tem uma das maiores bases de clientes do país, busca modernizar sua estrutura digital para oferecer soluções mais ágeis e eficientes. O desafio, contudo, está na complexidade de integrar todas as frentes de atendimento, serviços e produtos em um único ecossistema digital.

Nos últimos anos, a Caixa investiu significativamente na modernização de sua infraestrutura tecnológica. Segundo Rodrigo Takahashi, vice-presidente Agente Operador, e Pedro Pedrosa, diretor de soluções de TI, a instituição vem aprimorando a experiência do usuário, ampliando canais digitais e reforçando a segurança cibernética.

“O objetivo é garantir que o cliente tenha acesso facilitado aos serviços, com uma navegação intuitiva e eficiente. Estamos trabalhando para tornar a experiência digital mais fluida e integrada, sem comprometer a segurança”, afirma Takahashi.

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Ampliação dos canais digitais

Um dos pilares dessa transformação é a expansão dos canais digitais. Atualmente, os aplicativos Caixa Tem e Caixa Trabalhador já oferecem uma gama variada de serviços, permitindo transações bancárias, pagamentos e acesso a benefícios sociais sem a necessidade de deslocamento até as agências.

O desafio, segundo Pedrosa, é ampliar essa digitalização sem comprometer a experiência do usuário. “Temos uma base de clientes heterogênea, que inclui desde usuários altamente digitalizados até aqueles que ainda necessitam de atendimento presencial. A inclusão digital é um fator essencial nesse processo”, explica.

Para Takahashi, o sucesso da estratégia passa pelo equilíbrio entre inovação e acessibilidade. “Nosso foco é proporcionar uma experiência que atenda a diferentes perfis de clientes, garantindo que ninguém fique para trás na evolução digital do banco.”

Superapp como visão de longo prazo

O banco também avança na unificação de seus serviços digitais. A longo prazo, a Caixa estuda a criação de um superapp que reuniria diferentes funcionalidades em um único ambiente. No entanto, a iniciativa enfrenta desafios técnicos e regulatórios, além da necessidade de integração com múltiplas plataformas legadas.

“A ideia de um superapp é uma visão estratégica para o futuro, mas envolve uma complexidade significativa na integração de soluções. Estamos avançando de forma gradual para garantir estabilidade e segurança”, pondera Takahashi.

Pedrosa reforça que o projeto ainda está em fase de estudos e planejamento. “Temos consciência de que integrar todas as soluções da Caixa em um único ambiente é um desafio grande. Mas estamos trabalhando para garantir que, no momento certo, essa solução seja implementada com eficiência e confiabilidade.”

Segurança digital como prioridade

Além da experiência do cliente, a segurança digital é uma prioridade. Com o aumento das transações online, o banco reforçou suas medidas de proteção contra fraudes e ataques cibernéticos. Tecnologias como autenticação biométrica e inteligência artificial são aplicadas para identificar padrões suspeitos e mitigar riscos.

“A segurança é um pilar fundamental da nossa estratégia digital. Buscamos um equilíbrio entre conveniência e proteção dos dados dos clientes. É um trabalho contínuo de monitoramento e adaptação”, destaca Pedrosa.

Segundo Takahashi, a confiança do cliente é essencial para o avanço digital. “Precisamos garantir que nossos clientes sintam segurança ao usar os serviços digitais da Caixa. Por isso, investimos constantemente em novas tecnologias de proteção e capacitação da equipe.”

A influência do público jovem na transformação digital

Outro fator que impulsiona a modernização da Caixa é a renovação do quadro de funcionários. A contratação de profissionais mais jovens, familiarizados com tecnologia e novas metodologias de trabalho, tem sido um diferencial na implementação de mudanças estruturais.

“A chegada de um público mais jovem traz uma nova dinâmica para o banco. São profissionais que já cresceram em um ambiente digital e contribuem com ideias inovadoras para aprimorar nossos serviços”, explica Takahashi.

Pedrosa complementa que essa renovação também impacta a cultura organizacional. “A digitalização não é apenas uma questão de tecnologia, mas também de mentalidade. Ter equipes mais jovens nos ajuda a acelerar processos, testar novas soluções e adaptar nossos serviços às demandas do consumidor atual.”

Desafios da inclusão digital

Mesmo com os avanços, o desafio da inclusão digital persiste. Muitos clientes da Caixa ainda dependem de atendimento presencial, seja por falta de familiaridade com tecnologia ou por limitações no acesso à internet. Para enfrentar esse cenário, a instituição investe em programas de educação digital e na ampliação da infraestrutura de conectividade em regiões remotas.

“A inclusão digital é uma questão central para a Caixa. Precisamos garantir que a digitalização não crie barreiras para aqueles que mais precisam de nossos serviços”, ressalta Pedrosa.

A transformação digital da Caixa avança, mas a jornada ainda é longa. A modernização dos serviços e a evolução para um ecossistema digital mais integrado exigem investimentos contínuos, adaptação regulatória e uma estratégia que contemple tanto a inovação quanto a acessibilidade. A Caixa, por sua vez, segue caminhando nessa direção, equilibrando a digitalização com a necessidade de atender um público diverso e distribuído por todo o país.

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