Cibersegurança: 5 mitos que podem colocar sua empresa em risco

A disseminação de mitos sobre cibersegurança é um dos aspectos que dificulta a vida das empresas e dos responsáveis pela proteção delas. A desinformação leva a uma falsa sensação de segurança que, consequentemente, expõe os negócios a graves ameaças. É o que pondera Aline Swensson, Chief Sales Officer (CSO) da Unentel.
Segundo ela, “muitas organizações, especialmente as menores, subestimam a importância da cibersegurança e acabam sendo surpreendidas por ataques que poderiam ter sido evitados com medidas preventivas simples”. Pensando nisso, a especialista esclarece abaixo cinco mitos comuns sobre o assunto.
- “Pequenas empresas não são alvo de ataques cibernéticos”
É um erro comum entre empresários de pequenas empresas acreditar que estão imunes a ataques cibernéticos pelo tamanho ou por pensar que seus dados são menos valiosos. Na verdade, essa crença pode tornar as organizações ainda mais vulneráveis.
Hackers frequentemente veem companhias de pequeno porte como alvos fáceis, justamente porque elas tendem a investir menos em segurança digital e têm sistemas de defesa menos preparados.
- “Ter um antivírus é suficiente para proteger os dados da empresa”
Os antivírus são fundamentais, mas não garantem proteção completa contra ataques sofisticados, como ransomware e phishing, que contam com falhas humanas para serem bem-sucedidos. O ransomware, por exemplo, chega ao usuário por meio de links e downloads em e-mails, aplicativos, sites ou até anúncios comprometidos.
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“Depender apenas de um antivírus é como ter apenas uma tranca na porta de casa e deixar as janelas abertas. Um antivírus pode proteger contra ameaças conhecidas, mas não é eficaz contra ataques mais sofisticados e persistentes, como os que exploram falhas humanas”, diz a CSO. Ela recomenda uma abordagem multicamadas que inclua firewalls, detecção de intrusões e treinamento contínuo para os funcionários.
- “Nossos dados estão seguros na nuvem”
Embora os provedores de serviços em nuvem ofereçam uma série de medidas de segurança, confiar exclusivamente nelas pode ser um erro, diz a especialista. A segurança na nuvem não é automática nem garantida apenas pela escolha de um provedor confiável.
É necessário, diz ela, que as empresas assumam papel ativo na proteção dos dados. Isso inclui políticas de segurança internas, como a utilização de autenticação multifator para todos os acessos, a adoção de criptografia para proteger informações sensíveis em trânsito e em repouso, e a definição de controles de acesso.
- “Nossos funcionários sabem identificar e-mails de phishing”
A formação contínua é crucial, diz Aline. Os hackers estão sempre ajustando suas táticas. A confiança na capacidade dos funcionários de identificar e-mails maliciosos é um risco, e devem ser feitos treinamentos frequentes e simulações para manter a conscientização e as habilidades atualizadas.
- “A conformidade com regulamentações é suficiente para proteger nossos dados”
Cumprir regulamentações como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) é importante, mas não é o único aspecto da segurança cibernética. Regulamentações fornecem um padrão mínimo, mas uma segurança eficaz exige práticas proativas e monitoramento constante.
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