Empreendedora fala sobre trajetória no mundo corporativo e projeto para apoiar mulheres interioranas

Liderar e empreender são duas das grandes paixões de Daniela Bertoldo, nossa Mulher Positiva. A primeira levou-a a ocupar cargos executivos de gerência e diretivo em grandes empresas, com abrangência na América Latina, por 25 anos. A segunda fez com que ela fundasse, no início deste ano, o Instituto Bert, empresa que oferece o serviço de mentoria com objetivo de apoiar profissionais e organizações em suas jornadas de crescimento, desenvolvendo lideranças que transformam carreiras e negócios.

Natural de Ribeirão Preto (SP), Daniela também criou uma iniciativa para estimular mulheres interioranas a acreditarem em seu potencial para progredirem profissionalmente. O projeto social “Grandes Mulheres do Interior” consiste em mulheres mentoras, capacitadas e competentes, doando o seu tempo, para auxiliar outras mulheres – que não tem condições financeiras para arcar com o serviço – no desenvolvimento de suas carreiras e negócios.

1- Como começou a sua carreira? Comecei minha carreira como uma jovem empreendedora em Ribeirão Preto, onde montei meu próprio supermercado aos 17 anos. Foi uma primeira incursão ao mundo dos negócios e aprendi muito com essa experiência. Mas o desejo de se tornar uma grande executiva me levou a investir em minha educação e capacitação, dando início à minha jornada no mundo corporativo.

2- Como é formatado o modelo de negócios do Instituto Bert? O Instituto Bert foi concebido com o objetivo de apoiar profissionais e organizações em suas jornadas de desenvolvimento e transformação. Desenvolvemos um método exclusivo, o “método Bert”, no qual cada letra representa um pilar crucial para o desenvolvimento humano: Bem-estar, Escolhas, Ressignificação e Transformação. A ideia é promover um ciclo que começa com o autoconhecimento e culmina na transformação, mantendo a essência da pessoa, ajudando-a a obter os melhores resultados.

3- Qual foi o momento mais difícil da sua carreira? Um dos momentos mais desafiadores foi quando tive que me mudar para a São Paulo um mês após o meu divórcio e com um filho de 9 anos porque era a oportunidade de realizar um sonho de me tornar executiva, mas infelizmente o meu filho não pode me acompanhar nessa transição e mesmo com essa dor. Ainda tive que lidar com o preconceito relacionado a ser uma “interiorana” trabalhando na metrópole de São Paulo e sem rede de apoio naquele momento. Durante alguns anos, eu morei e trabalhei na capital paulista durante a semana, mas voltava todos os finais de semana para Ribeirão Preto para cuidar do meu filho. Eu faria tudo de novo, mas de um jeito diferente.

4- Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora? Não é uma tarefa fácil, especialmente sendo mãe. Sempre enfrentei o desafio de conciliar as responsabilidades de uma carreira com as de cuidar de meu filho, Pedro. A chave para mim sempre foi estabelecer prioridades, ser organizada e contar com uma rede de apoio da família. Além disso, acredito na importância de se ter momentos de autoconhecimento e autocuidado, algo que preconizo no Instituto Bert.

5- Qual seu maior sonho? Meu maior sonho é ver um mundo onde as pessoas sejam autênticas líderes de suas vidas, carreiras e negócios, e onde as mulheres, em especial as do interior, sejam reconhecidas e valorizadas por suas capacidades e contribuições.

6- Qual sua maior conquista? Minha maior conquista foi a construção de uma carreira sólida e de impacto no mundo corporativo, bem como a realização do sonho antigo de fundar o Instituto Bert. Por meio dele, tenho a oportunidade de fazer a diferença na vida de muitas pessoas, desenvolvendo lideranças transformadoras.

7- Livro, filme e mulher que admira?

  • Livro: “Indomável” de Glennon Doyle.
  • Filme: “Histórias Cruzadas”, que aborda a força e determinação das mulheres em um contexto de discriminação e preconceito.
  • Mulher que admira: Paula Abreu, uma inspiradora escritora e coach que tem transformado a vida de muitas pessoas com sua mensagem e sabedoria, inclusive a minha como a minha mentora.