Maioria das empresas atacadas por cibercriminosos têm receita de até US$ 50 mi

As organizações com receita declarada de até US$ 50 milhões estão entre as mais afetadas por cibercriminosos, segundo o estudo State of the Internet – Ransomware à espreita, feito pela Akamai. Entre outubro de 2021 e dezembro de 2022, período compreendido pelo estudo, 65% das empresas atacadas apresentava essa faixa de receita, enquanto as organizações com receita declarada acima de US$ 500 milhões representaram 12% das vítimas.
A reincidência dos ataques também é alta entre esses grupos, segundo a Akamai. As vítimas de diversos ataques de ransomware tiveram seis vezes mais chances de sofrer o segundo ataque dentro de três meses após o primeiro.
Entre os setores mais visados pelos cibercriminosos está o de fabricação, que teve um aumento de 42% no total de vítimas no período avaliado. O setor de serviços financeiros teve um aumento de 50% no número total de organizações afetadas anualmente, enquanto o setor de varejo ocupa o terceiro lugar com um aumento de 9% no número de empresas vítimas de ransomware por setor.
O setor de saúde também observou aumento de 39% nas vítimas durante o mesmo período e foi alvo principalmente dos grupos de ransomware ALPHV (também conhecidos como BlackCat) e LockBit.
A Akamai alerta que os grupos de ransomware cada vez mais utilizam a exfiltração de arquivos, ou seja, a extração não autorizada ou a transferência de informações confidenciais, que se tornou a principal fonte de extorsão pois o vazamento desses dados podem conter nomes de usuário, senhas e e-mails, além de arquivos preciosos da empresa.
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“Essa nova tática indica que as soluções de backup de arquivos não são mais uma estratégia suficiente para proteger contra ransomware” explica Fernando Ceolin, diretor regional do Brasil e América do Sul na Akamai.
“É necessário adotar técnicas de micro segmentação pois ao separar os controles de segurança da infraestrutura subjacente, pode-se evitar e remediar futuros problemas. Isolando a máquina, é possível reduzir notavelmente os danos que seriam causados se o malware se propagasse por toda a infraestrutura do cliente”, acrescenta.
O relatório mostra que os cibercriminosos também estão desenvolvendo seus métodos e técnicas de phishing para dar maior ênfase ao abuso de vulnerabilidades combinando diversos métodos de ataque. À medida que esses cibercriminosos mudam de tática, o grupo LockBit dominou o cenário de ransomware, de janeiro de 2021 a junho de 2023, sendo responsável por 39% do total de vítimas, mais do que o triplo do segundo maior grupo de ransomware (Black Basta).
Uma análise da Akamai mais aprofundada mostra que o grupo de ransomware CL0P está desenvolvendo agressivamente vulnerabilidades de dia zero, aumentando em nove vezes o número de vítimas ano após ano. De acordo com Ceolin, os adversários por trás dos ataques de ransomware continuam a atualizar suas técnicas e estratégias que atingem o núcleo das organizações visando a paralisação das operações e exfiltração de suas informações críticas e confidenciais.
“É fundamental que as organizações compreendam as técnicas e as ferramentas utilizadas pelos adversários para proteger seus ativos críticos, e documentar e controlar os fluxos normais de comunicação de suas aplicações para preservar a confiança em sua marca e garantir a continuidade dos negócios”, recomenda o executivo.
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