Entenda o motivo da viagem do delator do PCC a Maceió

O relato de uma fonte da coluna revela que Antonio Vinicius Lopes Gritzbach viajou à capital de Alagoas para visitar alguns imóveis com o objetivo de intermediar locações de aluguéis de temporada para as festas fim de ano. Inclusive, um dos lugares, seria locado pela própria família de Gritzbach para os festejos de Natal e Ano Novo. Apesar do foco da viagem ter sido esse, uma pessoa que devia dinheiro para Vinicius, cerca de R$ 6 milhões, ligou para ele dizendo saber da estadia do corretor de imóveis em Maceió (AL) e que gostaria de entregar algumas jóias para ele como parte do pagamento. A informação é que Vinícius Gritzbach ficou surpreso com a ligação do devedor e chegou a questionar como o homem sabia que ele estava na cidade.

A resposta foi que: “meus meninos souberam e me contaram”. (A fonte não deu mais detalhes da pessoa que fez a ligação para não atrapalhar as investigações) Gritzbach então mandou que seu motorista fosse até o local indicado pelo devedor apanhar às joias. O soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo que foi até Maceió, para fazer a segurança do delator do PCC, também afirmou no depoimento a policia que a coluna teve acesso, confirmando a veracidade dessa informação da fonte.

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Respondendo as perguntas dos agentes que investigam o caso, o PM confirma que acompanhou o motorista no percurso, mas negou que tenha descido do carro. No depoimento, o policial disse que o funcionário foi até um quiosque numa avenida da praia pegar uma sacola pequena de um homem desconhecido e em seguida levou a encomenda para Vinicius. A Polícia Civil deve seguir com a investigação para saber se a mala com as joias, teria servido como “isca” para o assassinato do delator.

A estranheza em meio a esse caso, é que os executores chegaram no momento exato no terminal que Vinicius Gritzbach estava saindo com a namorada no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A mala, assim como as joias, que estavam na bagagem despachada do delator foram apreendidas para perícia com o objetivo de identificar se havia algum tipo de rastreador.

(A coluna solicitou a informação para a Secretaria de Segurança Publica do Estado para saber se os objetos já foram periciados e se algo foi encontrado, mas até a publicação não teve retorno).