EUA alertam startups sobre risco de investimentos estrangeiros

Os Estados Unidos emitiram um alerta para startups de tecnologia e investidores de capital de risco sobre os riscos associados a investimentos estrangeiros. Segundo um boletim do Centro Nacional de Contrainteligência e Segurança (NCSC), agências de inteligência do governo estão preocupadas com a possibilidade de que investimentos estrangeiros em startups possam comprometer a segurança econômica e nacional do país.
O boletim elaborado pelo NCSC, em colaboração com a unidade de segurança econômica e tecnologia emergente do Diretor de Inteligência Nacional, a unidade de investigação criminal da Força Aérea e a unidade de investigação criminal da Marinha, alerta que alguns investimentos estrangeiros podem servir como disfarces para países hostis em busca de dados sensíveis e tecnologia avançada. Isso representa um risco tanto para a segurança nacional quanto para a integridade das empresas americanas, segundo Michael Casey, Diretor do NCSC.
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O boletim destaca preocupações com investimentos cuja origem final do comprador não é clara. Ele alerta sobre fontes de financiamento complexas, muitas vezes localizadas em paraísos fiscais com pouca transparência, e sobre investidores estrangeiros que utilizam fundos, parceiros ou intermediários para evitar o escrutínio. Essas práticas podem facilitar que ameaças estrangeiras contornem ou dificultem a fiscalização externa.
Empresas como a IDG Capital, associada pelo Pentágono ao exército chinês, são mencionadas como exemplos de investidores que podem representar uma ameaça à segurança nacional. A IDG Capital, no entanto, nega qualquer vínculo com atividades militares chinesas.
Além disso, o NCSC alertou que startups poderiam enfrentar a exclusão de contratos e financiamentos governamentais se forem influenciadas por investidores estrangeiros que representem riscos à segurança dos EUA.
O governo americano está aumentando o escrutínio sobre investimentos de países adversários, com foco especial na China. A administração Biden tem imposto restrições ao desenvolvimento de tecnologias avançadas na China, como semicondutores e inteligência artificial, e está limitando investimentos dos EUA em setores sensíveis. Essas tecnologias, que têm alto potencial comercial, também podem ser utilizadas para fortalecer capacidades militares ou de espionagem.
*Com informações da Bloomberg
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