IA generativa vai dobrar consumo global de energia até 2030, diz Deloitte

Mão de uma pessoa pressionando o touchpad de um laptop, com uma interface digital sobreposta representando inteligência artificial (IA). A imagem inclui ícones gráficos, como a silhueta de uma cabeça com o texto "AI" e símbolos de comunicação, além de uma rede conectada ao fundo, remetendo à interação entre humanos e agentes de IA (empresas, fico, patentes, consumo)

O uso de inteligência artificial generativa (GenAI) vai duplicar o consumo de energia elétrica por data centers até 2030, chegando a 1.065 terawatts-hora (TWh) no mundo— o equivalente a 4% do consumo global. É o que revela um estudo divulgado recentemente pela consultoria Deloitte chamado TMT Predictions 2025.

O relatório diz que o crescimento do treinamento da IA generativa, que exige energia intensiva, é o grande vilão. Empresas de tecnologia — incluindo provedores de nuvem, fabricantes de semicondutores e operadores de data centers — terão papel importante para mitigar esse efeito colateral sobre o consumo e na transição para energia de matriz mais limpa, diz a Deloitte.

Gigantes do setor já investem em chips mais eficientes, soluções de resfriamento, designs energeticamente sustentáveis e fontes de energia livres de carbono, além de se comprometerem com metas de zero emissões líquidas, aponta o estudo. Mas a Deloitte ressalta que muitas dessas iniciativas, sejam de pesquisa ou programas-piloto, levarão anos para gerar resultados concretos.

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“À medida que essa tecnologia se expande, é essencial que empresas e governos colaborem para mitigar desafios como viés algorítmico, impacto ambiental e segurança digital. Somente com uma abordagem equilibrada e orientada por valores responsáveis será possível maximizar os benefícios dessa novidade, promovendo um desenvolvimento sustentável e acessível para toda a sociedade”, diz em comunicado Matheus Rodrigues, sócio-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte Brasil.

O também diz que até o fim de 2025, mais de 30% dos smartphones comercializados terão funcionalidades de GenAI. E cerca de 50% dos PCs vendidos contarão com capacidade de processamento local de IA, aumento significativo em relação aos 30% de 2024.

Agentes de AI em ascensão

O estudo da Deloitte aponta que 25% das empresas que utilizam IA generativa implantarão agentes de AI em 2025, com esse número crescendo para 50% até 2027. O avanço do uso dessas soluções, projetadas para realizar tarefas com mínima intervenção humana, será impulsionado por startups e grandes players do setor, diz a consultoria.

Os agentes de IA oferecerão mais flexibilidade e uma gama mais ampla de aplicações do que os métodos tradicionais de aprendizado de máquina ou aprendizado profundo. Embora o objetivo final seja desenvolver agentes autônomos e confiáveis, os dados preveem melhorias significativas nessas tecnologias em 2025, permitindo que o agente avance além de testes piloto e provas de conceito em alguns mercados e aplicações.

Plataformas agregadoras de streaming

Outra descoberta curiosa do estudo é o crescimento das plataformas que agregam serviços de streaming. Segundo a Deloitte, após um pico médio de quatro assinaturas por consumidor nos EUA e mais de duas na maioria dos mercados europeus em 2024, alcançamos um limite e essa média vai declinar em 2025.

Apesar da queda nas assinaturas individuais, as receitas do setor podem continuar crescendo devido a estratégias como aumento de preços, restrição ao compartilhamento de senhas e ofertas de pacotes mais vantajosos.

O relatório antecipa também que o mercado se estabilizará com apenas dois ou três serviços SVOD diretos ao consumidor por região, enquanto o restante do setor será complementado por agregadores. É o mesmo modelo de operadoras de TV paga tradicionais, que atuam como intermediárias para múltiplas fontes de conteúdo.

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