Huawei avança com novo centro de pesquisa de chips em Xangai

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A Huawei Technologies está prestes a concluir a construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento de chips em Xangai, em um movimento estratégico que visa impulsionar as ambições tecnológicas da China. O novo parque, localizado no distrito de Qingpu, ocupará uma área de 1,6 milhão de metros quadrados e abrigará cerca de 30.000 funcionários, tornando-se o maior centro de pesquisa da Huawei em escala global, segundo informações do site do governo de Xangai.

A Huawei revelou na última semana o nome de seu novo campus, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Lianqiu Lake, localizado em Jinze, no distrito de Qingpu, Xangai, de acordo com informações divulgadas pelo governo municipal e reportadas pelo Jiefang Daily.

O centro terá como foco principal o avanço em semicondutores para dispositivos, redes sem fio e Internet das Coisas, segundo o governo de Xangai.

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Este empreendimento representa um investimento significativo de 10 bilhões de yuan (aproximadamente US$ 1,4 bilhão) e inclui infraestrutura própria no distrito de Qingpu. Segundo informações do governo municipal, publicadas pelo Jiefang Daily, o complexo abarca oito blocos e 104 edifícios, englobando laboratórios, escritórios e áreas de lazer interligados por uma rede ferroviária interna.

Embora ainda haja projetos em andamento, como a construção de pontes e iniciativas de ecologização, o desenvolvimento da infraestrutura, incluindo sinalização, estradas e o serviço ferroviário para o campus, foi concluído.

Diante do crescente conflito geopolítico e tecnológico entre EUA e China, a Huawei enfrenta sanções há anos, enquanto Washington e Pequim disputam pelo domínio do mercado de semicondutores. No ano passado, a empresa lançou um novo telefone 5G com um chip avançado fabricado na China, contornando restrições americanas.

Recentemente, no entanto, a administração Biden impôs novas restrições para conter o progresso da Huawei em chips, incluindo a revogação de licenças que permitiam à empresa comprar chips da Qualcomm e da Intel.

*Com informações da Bloomberg e do South China Morning Post

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