Lerian anuncia Midaz, ledger open-source, e espera faturar R$ 5 mi em primeiro ano de operação

A Lerian, startup especializada em soluções para core banking, anunciou essa semana um novo produto – o Midaz, um “ledger” open-source – com o qual a empresa espera alcançar R$ 5 milhões em faturamento e conquistar vinte clientes até o fim de 2025. A solução está sendo lançada pouco após a captação de R$ 18 milhões em novembro de 2024 em rodada liderada pela Maya Capital.
Um ledger é um tipo de banco de dados onde as transações financeiras são gravadas, reconcilizadas e auditadas. Serve como um “livro-razão” digital, ou seja, está inserido diretamente no core bancário. O Midaz, segundo a Lerian, resolve “diversas dores” do setor com “robustez, segurança e escalabilidade”.
A plataforma, ainda segundo a fabricante, organiza, monitora e processa transações, e atende bancos, fintechs, instituições de pagamento e qualquer empresa que precise movimentar e registrar ativos.
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“A criação do ledger foi motivada pelas limitações dos sistemas legados, que frequentemente são lentos, caros e complexos de integrar”, explica em comunicado Fred Amaral, CEO e fundador da Lerian. “Nosso objetivo era desenvolver uma plataforma que resolvesse essas dores e, ao mesmo tempo, permitisse a construção de produtos inovadores e fluxos de governança customizados.”
A empresa diz que a ferramenta se diferencia das demais soluções de core banking pela arquitetura baseada em microsserviços e pelo sistema de double-entry imutável, com suporte nativo a múltiplos ativos e moedas. “Por ser uma plataforma open-source, nosso ledger elimina custos extras e oferece liberdade total para integrações”, diz Fred.
O Midaz adota um modelo de serviço gerenciado (MSP). A ferramenta pode ser hospedada na nuvem do cliente, abordagem que “elimina restrições impostas por terceiros”, diz a startup. A ferramenta também promete um “ecossistema de plugins” para ampliar funcionalidades com baixo tempo de desenvolvimento.
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