Metade dos líderes financeiros do Brasil quer IA na detecção de fraudes

Jorge Iglesias, CEO da Topaz fala sobre detecção de fraudes

Um levantamento recente divulgado pela Topaz em parceria com a Celent, o Pulso 2024 – Experiência Digital: A Evolução dos Serviços Financeiros na América Latina, revelou que 52% dos líderes entrevistados no Brasil planejam implementar inteligência artificial na detecção de fraudes. Eles também dizem que vão investir em aplicativos de IA para avaliação de risco (49%).

O número é maior que no resto da América Latina, que prioriza a inovação em IA nos chatbots de atendimento ao cliente (54%). Segundo a Topaz, os resultados mostram a percepção das lideranças regionais em relação a diferentes inovações em tecnologia e modelos de negócios, e como essas implementações estão impactando o setor de serviços financeiros.

O estudo foi feito em dezembro de 2023 com 1.079 líderes de diferentes organizações financeiras e de tecnologia de 20 países da região. Cerca de 64% são de bancos digitais e tradicionais e instituições de microfinanças e 36% são de empresas de tecnologia e fintechs.

“Embora o setor financeiro tenha sido transformado pela digitalização nos últimos anos, devido a políticas e estruturas regulatórias de apoio, adoção de internet móvel e uma rápida expansão de serviços digitais, os desafios permanecem, resultando em diferentes prioridades e planos para investimentos futuros em todos os países da região”, diz em comunicado Jorge Iglesias, CEO da Topaz.

A pesquisa também indica que 80% dos líderes acreditam que os clientes estão satisfeitos ou muito satisfeitos com os canais digitais – embora o nível seja ligeiramente menor para clientes de empresas de microfinanças do que para instituições bancárias maiores. As campanhas automatizadas são a maior prioridade (38%) para investimentos adicionais, seguido de integração do cliente (35%) e sistemas de prevenção de fraude (27%).

Satisfação dos clientes

Os entrevistados também foram questionados sobre o quão satisfeitos acham que os clientes estão. Bancos relataram 84% de satisfação; clientes de empresas de tecnologia 82%, e cooperativas de crédito/instituições de microfinanças 78%. No onboarding digital, quase um quarto dos entrevistados disseram estar insatisfeitos ou apenas ligeiramente satisfeitos com as capacidades da instituição.

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Mais da metade (51%) das empresas pesquisadas afirmaram ter solicitação e aprovação de crédito, seguidas por aberturas de contas (41%) digitalizadas, além de atendimento às reclamações (39%). Os bancos superaram as instituições menores e outros setores, com 77% deles tendo digitalizado a abertura de contas.

Menos da metade (42%) das instituições de microfinanças o fizeram.

A segunda prioridade de investimento para bancos e cooperativas de crédito/instituições de microfinanças são os sistemas de onboarding online. Para as empresas de tecnologia, é a implementação de soluções de atendimento ao cliente em um fluxo “phygital” (equilíbrio entre canais físicos e digitais).

Implementação de IA

Cerca de 60% dos bancos e instituições de microfinanças dizem que se concentrarão em aplicativos de IA para atendimento ao cliente e chatbots, o mais alto de todos os casos de uso de IA. Em países com redes de pagamento digital mais sofisticadas, como o Brasil, espera-se que o foco da inovação em IA priorize a detecção de fraudes, a automação de processos e a avaliação de risco de crédito.

As ferramentas de gestão financeira pessoal são a próxima maior prioridade voltada para o cliente para o avanço da IA, com 22% para bancos e instituições de microfinanças. O Brasil está ligeiramente atrás do resto da América Latina em prioridade de IA para planejamento financeiro.

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