Philips Brasil: inovação e sustentabilidade na saúde são foco da empresa

Patricia Frossard, CEO da Philips no Brasil. Foto: Divulgação

O mercado de saúde no Brasil tem passado por um processo de consolidação nos últimos meses. Esse cenário reflete uma resposta às crescentes demandas por eficiência e qualidade no atendimento, impulsionadas por um contexto global de desafios econômicos e sanitários. Em meio a esse ambiente dinâmico está a Philips. A empresa, que nasceu no setor de iluminação e TV, decidiu focar nesse mercado em 2010 e hoje consolida seus resultados nessa arena.

“Temos no Brasil uma história de cem anos. Continuamos a nos reinventar e liderar o mercado de saúde com foco em inovação e sustentabilidade. Buscamos não só melhorar a produtividade e a eficiência, mas também engajar e cuidar das pessoas, tanto internamente quanto externamente”, conta Patricia Frossard, CEO da Philips no Brasil.

Nessa esteira, a sustentabilidade também ganhou destaque, revela a executiva. A empresa investe na economia circular, com programas de trade-in para equipamentos e desenvolvimento de tecnologias que reduzem o consumo de recursos naturais. Um exemplo é o software que aumenta em 30% a produtividade de máquinas de ressonância magnética, otimizando o uso de hélio, um recurso finito.

A ressonância magnética BlueSeal, que utiliza apenas 7 litros de gás hélio em comparação com os usuais 1,5 mil litros, é um destaque nessa área. “Esse equipamento não só é ambientalmente correto, mas também é móvel, permitindo seu uso em diferentes localidades”, explica.

Outra iniciativa recente na área foi o anúncio da Philips em janeiro de 2023 de um plano plurianual para criar valor com impacto sustentável, respondendo ao senso de urgência de um mundo em constante mudança. O objetivo é fortalecer o acesso à saúde e o bem-estar, desde hospitais até cuidados domiciliares. Em 2023, segundo o relatório da empresa, os produtos e serviços da Philips alcançaram 1,9 bilhão de pessoas, incluindo 221 milhões em comunidades carentes, avançando em direção à meta de melhorar 2,5 bilhões de vidas por ano até 2030.

“Estamos comprometidos com a sustentabilidade e com o impacto positivo no meio ambiente, e esperamos que nossos clientes valorizem cada vez mais esses esforços”, pontua ela.

Patricia enfatiza a importância da tecnologia e sustentabilidade no setor de saúde. Em um mercado que exige cada vez mais produtividade, a Philips busca com suas soluções inovações que não só visam a eficiência operacional, mas também a melhoria do atendimento ao paciente. “Nosso foco é facilitar o trabalho dos médicos, permitindo que eles se concentrem no atendimento ao paciente”, afirma.

Com 30% da população da América Latina sem acesso adequado à saúde, a telemedicina surge como uma solução crucial, conta ela. A capacidade de transmitir imagens e dados médicos remotamente não só amplia o acesso, mas também oferece diagnósticos mais rápidos e precisos.

E a inteligência artificial?

No setor de saúde, a inteligência artificial (IA) ainda enfrenta desafios de adoção. Patricia destaca que a resistência não é tanto tecnológica, mas cultural. “Para que os médicos adotem novas tecnologias, eles precisam ver valor e participar do processo de desenvolvimento,” diz.

A IA pode melhorar a gestão hospitalar e o diagnóstico médico, mas sua aplicação prática ainda é limitada. “Embora a tecnologia para diagnóstico ainda seja pouco utilizada, ela oferece grande potencial para aumentar a produtividade ao identificar anomalias em imagens médicas”, acrescenta.

Cultura e engajamento

Como a primeira mulher a liderar a Philips no Brasil, Patricia sublinha a importância da diversidade e inclusão na empresa. “A empresa não é um CNPJ, são pessoas. Escutamos muito o feedback das nossas equipes para melhorar constantemente”, afirma. A Philips tem promovido a diversidade de gênero, raça e idade, o que, segundo a CEO, tem trazido resultados positivos. “Misturar gerações e perspectivas diferentes é algo que não posso perder de vista”, diz.

Philips e o foco em interoperabilidade

Com a crescente demanda por soluções que integrem diferentes sistemas de saúde ou até mesmo pavimentem o caminho para a tão sonhada ‘open health’, a Philips tem investido na interoperabilidade. “A propriedade dos dados é do paciente, e a interoperabilidade é essencial para conectar diferentes sistemas e otimizar o atendimento”, comenta Patricia.

A solução de integração de dispositivos médicos (MDI) é citada pela executiva como exemplo de como a empresa está facilitando a comunicação entre sistemas hospitalares e operadoras de saúde, um passo importante para fortalecer a comunicação de hospitais em tempos de consolidação.

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