Protestos do agro na Europa já atingem 17 países

A onda de protestos de agricultores avançou por mais países na Europa nesta semana. Na República Tcheca, centenas de agricultores dirigiram tratores no centro de Praga, interrompendo o trânsito em frente ao Ministério da Agricultura. Na Polônia, o protesto foi contra as medidas da UE para combater as alterações climáticas e a importação ucraniana, enquanto na Grécia, a manifestação de acordo com a polícia reuniu pelo menos 8.000 agricultores contrários ao aumento de custos de produção. Na Espanha, um comboio interrompeu o trânsito ao redor da capital espanhola, Madri. Eles reclamam da burocracia excessiva e ajuda estatal insuficiente. Na França, as ruas também foram bloqueadas em protestos.

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Até agora, pelo menos 17 países já registraram manifestações. O movimento está há meses ocorrendo na Europa. O agro é contra os altos custos de produção, excessos na imposição de uma agenda verde que coloca em risco a produção agrícola e pecuária, retirada de subsídios e entrada de produtos estrangeiros, entre outros. O sinal que vem do velho continente é que enquanto a pressão sobre a produção não parar, os protestos vão continuar. É uma boa maneira de mostrar a união e a força do agro. Uma forma de dar um recado claro: chegamos no limite, está difícil se manter na atividade. Algo precisa mudar!

Apesar das diferenças entre a produção agropecuária do Brasil e da Europa, que é bastante subsidiada pelo governo lá, as semelhanças nos desafios enfrentados despertam a simpatia de agricultores daqui. A consistência dos protestos europeus, que já duram semanas, tem se mostrado uma eficiente forma de pressionar autoridades a rever políticas agrícolas e agendas ambientais excessivas impostas à produção de alimentos. De novo, enquanto a pressão sobre a produção não parar, os protestos devem continuar.