Entregadores de aplicativo realizam paralisação em diversas cidades do país

Os entregadores de aplicativos organizaram, nesta segunda-feira (31), uma paralisação nacional. O chamado “breque dos apps” foi organizado com o objetivo reivindicar um aumento na remuneração pelos serviços prestados à plataformas como o Uber Flash, Ifood e Rappi.
Os organizadores pedem pelo reajuste da tarifa mínima de entrega para R$ 10, do valor pago por quilômetro rodado para R$ 2,50 e uma limitação de três quilômetros para a distância máxima rodada para entregadores de bicicleta.
A paralisação, que teve início na manhã de ontem, está prevista para durar até esta noite. Em São Paulo, entregadores saíram para um ato da Praça Charles Miller, no Pacaembu, em direção à sede do Ifood, em Osasco.
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A expectativa é que a paralisação supere o movimento feito pelos profissionais em 2020. Na época, o tema colocou em pauta questões como a precarização do trabalho e o vínculo entre os aplicativos e os entregadores, chegando a ser pauta de campanha eleitoral em 2022.
Em março do ano passado, o governo federal apresentou um projeto de lei (PL) em que estabelecia regras para o transporte de aplicativo. O texto, contudo, enfrentou resistência das empresas de entregas que ficaram de fora do PL.
Na nota ao portal Metrópoles, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), associação que representa o Ifood, Uber e 99, afirmou que as empresas associadas à ela “apoiam a regulação do trabalho intermediado por plataformas digitais, visando a garantia de proteção social dos trabalhadores e segurança jurídica das atividades. Além disso, atuam dentro de modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos entregadores, que geram renda com os aplicativos, e a situação econômica dos usuários, que buscam formas acessíveis para utilizar serviços de delivery”
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*informações do Metrópoles